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O Coaching numa visão holística e Transpessoal do Ser
Como expliquei na primeira página deste site, o Coaching do Ser é uma metodologia que eu criei para facultar a união entre a abordagem do Coaching “convencional” com uma visão do Ser holístico e Transpessoal.
O Coaching convencional concentra-se na elaboração de metas e o desenvolvimento de competência para lidar com os obstáculos e conquistar os objectivos estabelecidos.
O Coaching do Ser vai alem disso, ele tem por objectivo ajudar as pessoas em seus processos evolutivos e de desenvolvimento através da transformação pessoal. Eleva o nível de consciência, potencializa o Ser na sua totalidade (física, mental, emocional e espiritual) para que este alcance o ponto fulcral da evolução existencial: o encontro com os estágios superiores de consciência embora mantido num alicerce sólido que podemos designar como “os pés bem acentos no chão!

Foi Abraham Maslow ("pai"do movimento Transpessoal) que desenvolveu a abordagem Transpessoal, ele acreditava que vivenciar o aspecto transcendente era importante e crucial nas nossas vidas. Ele declarava que sem o transcendente ficaríamos doentes, violentos e niilistas, vazios de esperança e apáticos.
Para compreender melhor sua teoria, Maslow criou a famosa Pirâmide das Necessidades Humanas na qual podemos ver que alem das necessidades fisiológicas, ele aponta pela necessidade de segurança, pela necessidade de amor e de pertencia, a necessidade de auto-estima e para terminar as necessidades de auto-realização.
A maioria dos psicólogos daquela época (e ainda hoje) estudavam as pessoas que tinham problemas psicológicos mas, Maslow decidiu de estudar pessoas felizes e bem sucedidas. Ele acreditava que os seres humanos queriam ser felizes, amados e que almejavam uma evolução constante para finalmente alcançar a esfera de auto-realização mas tinham necessidades importantes (e vitais) a serem preenchidas antes de poder agir de um modo altruísta. Ele achava que as pessoas queriam mais do que tinham e que uma vez que uma pessoa encontrava suas necessidades básicas, iriam automaticamente desenvolver necessidades superiores.
Dizia que:« Logo que um desejo é satisfeito, outro surge automaticamente para substituí-lo»

A teoria da Psicologia Transpessoal se alicerça na aceitação que o ser humano é um ser holístico (físico, emocional e espiritual) que busca transcender os aspectos pessoais do ser, elevando-o a uma condição totalmente espiritual, o que permite que o cliente se sinta aceite na sua totalidade, sem julgamento, enfocando sempre a parte “saudável” do seu ser - sem obviamente esquecer a parte ”doente”- mas justamente aceitando que ele é um “todo” e que a patologia (o problema existencial) pode ser utilizada como “um trampolim” para a realização da sua existência.
Está capacidade é também chamada nos dias de hoje de: RESILIÊNCIA.
A resiliência tem que ver com a capacidade de um indivíduo para ultrapassar os traumatismos e construir-se apesar das feridas. O funcionamento resiliente edifica-se através de um jogo complexo de processos defensivos de ordem intrapsíquica e de factores de proteção internos e externos. O estudo da resiliência vem completar o campo da psicologia clínica e da psicopatologia ao constituir um novo modelo fundado na abordagem do sujeito encarado na sua globalidade, com os seus recursos e os seus processos defensivos assim como com as suas fragilidades.
É importante antes de trabalhar a parte Transpessoal verificar como está a parte pessoal.
Muitas pessoas hoje em dia “fogem” da realidade nessa procura de mundos paralelos sem ter feito uma terapia que trabalhasse realmente as relações familiares na infância através da relação de transferência projectada no psicoterapeuta (terapia clássica).
Pulsões, frustrações, mecanismos de defesas, emoções desagradáveis e muito intensas como a raiva ou patologias como a depressão precisam ser identificadas conscientemente e transformadas antes de passar ao Transpessoal. É por esta razão que hoje em dia muitas pessoas caem na psicose por ter forçado esta outra dimensão, sem ter uma base psíquica sólida muitas vezes por ter-se deixado “seduzir” pelo discurso de falsos “profetas” com sede de poder. (seitas por exemplo)

O Coaching do Ser é uma parceria contínua, entre um coach e um coachee(cliente), que permite ao coachee de produzir resultados satisfatórios na sua vida pessoal e profissional. Esta metodologia focaliza-se bastante sobre o desenvolvimento psicológico através da compreensão dos problemas que impedem cada um de realizar seus sonhos. Em resposta a um pedido preciso, o Coaching tem por objectivo estimular a reflexão da pessoa acompanhada a fim de permitir-lhe atingir os objectivos que persegue. Através de um processo de escuta e de questionamento, o coachee aprofundam os seus conhecimentos, melhora os seus desempenhos e valoriza a sua qualidade de vida.

O objectivo do Coaching do Ser é desenvolver a consciência, a responsabilidade e a confiança em si rumo a uma profunda transformação que permitirá alcançar uma existência mais satisfatória, feliz, saudável e plena.

Se quer saber se esta abordagem é feita para si responda as perguntas seguintes:
1 – Sente um anseio de mudança e de melhoria existencial?
2 - Aceita a transformação?
3 – Acredita que, ser acompanhado na sua jornada pode ser eficaz?
4 - Tem um pedido especifico?

Se respondeu positivo a pelo menos duas dessas perguntas, então o Coaching do Ser é feito para si!

- Caso tiver duvidas poderá entrar em contacto comigo através do telefone ou mail estipulados na primeira página deste site.
- Caso queira informar-se sobre preços poderá o fazer através da página de Sessões e Workshops.
- Caso queira me conhecer melhor poderá o fazer através da página da Coach.

Para maior informações sobre algumas das técnicas que eu utilizo dentro das sessões de Coaching do Ser, coloquei algumas delas no seguimento deste texto.
O tabuleiro de areia
Nesta metodologia, o paciente usa miniaturas para montar cenários sobre um tabuleiro de areia, permitindo-lhe exteriorizar emoções e angústias.
No “atelier-consultório” tenho um tabuleiro coberto de areia seca e centenas de miniaturas que representam um pouco de tudo o que existe no mundo (pessoas, objectos, construções, alimentos, plantas, animais, paisagens) e no inconsciente colectivo (monstros, divindades). Este método encontra-se baseado na criação prática e criativa de cenários. São elaboradas várias imagens tridimensionais na areia que permitem o envolvimento do corpo, da alma e do espírito. Podemos dizer que esta abordagem cura a alma através dessas criações. Foi Dora Kalff (mais uma mulher terapeuta discípula directa do Jung) que elaborou o processo criativo do jogo de areia a partir do “Jogo do mundo” de Margaret Lowenfeld. Dora Kalff entendeu que as produções geradas tanto por adultos como por crianças representavam o seu inconsciente e que eram comparáveis aos sonhos, ou à imaginação activa.
A ideia do jogo de areia faz com que o paciente, além de falar sobre as suas experiências, também monte cenários com os elementos disponíveis para expressar os seus conflitos e angústias inconscientes. Este tratamento é excelente para quem tem dificuldades em comunicar ou que queira esclarecer um problema ou objectivo mas também ajuda as pessoas muito “mentais” que dificilmente deixam um espaço para “brincar” e se escondem atrás de longos discursos, que na maioria das vezes não levam a nada, a não ser enganarem-se a si próprias e ao coach. O jogo de areia faz com que esse tipo de paciente abandone um pouco o lado intelectual e seja mais intuitiva.
Uma das chaves para compreender o que a pessoa está a sentir é a sequência dos cenários elaborados em cada sessão. Numa primeira abordagem, as montagens podem parecer desconexas, mas é possível perceber, no decorrer do tratamento, temas que se repetem ou que apresentam alguma relação. Por isso, depois da conclusão de cada cenário, o coach fotografa e guarda o resultado. Posteriormente, discute a mensagem transmitida pelo conjunto de trabalhos. Eu costumo enviar à coachee, através da Internet, a fotografia do cenário que ele acabou de criar. Isso permite-lhe rever sua obra e repensar certos assuntos. Pessoalmente, entendo que o processo terapêutico na caixa de areia, é uma ferramenta extraordinária que permite desvendar muitos aspectos escondidos e recalcados do coachee, assim como o desenvolvimento da alma. Além disso, leva-a o sentir emoções da infância, de quando ele brincava espontaneamente, sem pensar em mais nada, a não ser no prazer de brincar.
O Coaching assistido pelo cavalo
Embora este site apresente uma página especifica sobre esta tema (ver Coaching assistido pelo cavalo) julguei necessário salientar aqui esta actividade por ser muito rica no ponto de vista dos sentidos, das sensações, das emoções e das tomadas de consciência devido ao facto de que, o cavalo funciona como um espelho dos nossos comportamentos inconscientes por mais incrível que nos possa parecer.

Na França do século XVII, os cavaleiros utilizavam a palavra “management”(palavra utilizada hoje dentro das empresas e que significa “Planear, organizar, liderar e controlar as pessoas que constituem uma organização e as tarefas e actividades por estes realizadas”) que queria dizer “levar seu cavalo ao redondel ou picadeiro”, literalmente “preparar seu cavalo para o trabalho”.
Esta pequena explanação salienta o facto de que justamente a actividade de Coaching com os cavalos não é tão afastada assim como poderíamos pensar dos objectivos do coach e do seu coachee nomeadamente se olharmos para o coaching numa visão empresarial.
Verdadeiro perito em comunicação não-verbal, o cavalo dá uma resposta imediata aos nossos comportamentos. Interpela-nos e traz-nos um olhar novo sobre as relações entre humanos.
Como funciona?
Nas sessões entra-se em relação com um cavalo através de diversas tarefas (não há montaria), sob o olho atento do coach equino. O cavalo reage sempre ao nosso tipo de comunicação não-verbal dando-nos um feed-back imediato da nossa problemática inconsciente. Com o cavalo, essa análise é muito rápida. Poderia até dizer-se instantânea. A seguir é feito uma análise da experiência vivida que nos dará muitas informações sobre o ponto no qual nos encontramos da nossa evolução existencial.

O Coaching assistido pelo cavalo é uma experiência que conjuga as qualidades e capacidades naturais do cavalo e as capacidades e a experiência do coach.
Esta experiência permite:
- Conhecer-se melhor nos seus pontos fortes e fracos
- Tomar consciência da necessidade de uma boa comunicação
- Enriquecer seus modelos de comunicação
- Conscientizar e respeitar a sua própria responsabilidade e a dos outros
- “Let go” e abrir-se à novas possibilidades
- Respeitar os seus limites
- Permitir uma tomada de consciência rápida do seu modo relacional
- Compreender os fundamentais da gestão
- Tornar mais confortável, natural e eficaz o exercício das responsabilidades
- Reforçar a sua liderança
O Psicotarot
O Tarô é um dos grandes espelhos do pensamento inconsciente. Cada uma de suas cartas tem por base uma importante imagem arquetípica cujo significado nem sempre é claro para o homem moderno, que jogou fora seus mitos ao querer interpretá-los literalmente.
Constitui num roteiro onde a imagem, a psique e a alma descobrem sua origem e sua finalidade. O Tarô de Marselha é como uma representação das diferentes etapas da jornada do indivíduo rumo à transformação e à integração de si mesmo.

O Psico-Tarot é uma técnica de projecção sobre os arcanos tarológicos. Meios de projecção excepcionais por serem um reservatório inesgotável de símbolos e arquétipos, informam-nos sobre tudo o que nos diz respeito e o que ainda ignoramos de nós mesmos.
As cartas do Tarot são reveladores psicológicos graças ao efeito de espelho, e um meio dinâmico de transformação pessoal evocativa dos arquétipos e do sincronismo.
C.G Jung definiu o sincronismo como um princípio de Conexão Acausal, uma conexão misteriosa entre a psique do indivíduo e o mundo físico, material que se baseia no fato de que no fundo são apenas diferentes formas de energia.
“Não apenas é possível, mas bastante provável, que psique e matéria sejam apenas dois aspectos diferentes de uma só e mesma coisa. Parece-me que os fenômenos sincronísticos apontam nesta direção, pois mostram que o não-psíquico comporta-se como psíquico, e vice – versa, sem que haja conexão causal entre eles “.(C.G Jung)

O Psico-Tarot acrescentado ao Coaching do ser permite que o inconsciente fale e é através das suas lucubrações, lapsos, bloqueios e emoções sentidas que o coachee descobre quem é, o que quer e para onde vai.
Centro de Coaching e de Psicoterapia Transpessoal
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